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Redação/
Com os inúmeros envolvimentos de parlamentares do Partido Liberal e dirigentes da sigla com casos suspeitos de corrupção, já há deputados liberais “escondendo” a legenda do eleitor. Na manhã deste domingo (12/7), assessores do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados, distribuíram panfletos com suposta “prestação de contas do mandato” sem revelar o partido do extremista de direita.
“Ele é do PL”, respondeu um assessor ao ser perguntado por uma pessoa, sem explicar, no entanto, a verdadeira razão da supressão da sigla do deputado no panfleto. “Só sei que ele virá como candidato ao Senado”, completou o assessor. Por razões óbvias, a reportagem não revelará o nome do funcionário de Jordy.
CASOS SUSPEITOS
Os envolvimentos em inquéritos sobre vários casos suspeitos de desvio de recursos públicos, como revelado no áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, pedindo dinheiro para o Daniel Vorcaro – preso acusado por liderar o esquema de corrupção do Banco Master -, podem explicar a decisão das figuras públicas da legenda não revelarem a sigla a qual fazem parte nos materiais apresentados aos eleitores, nas pré-campanhas ou prestações de contas de mandatos legislativos.
Fortalecendo esta tese, mais uma suspeita de desvio de recursos públicos foi revelada nesta sexta-feira (10/7) pela PF, numa operação envolvemdo o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. Segundo as investigações, Valdemar teve seus bens bloqueados. A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e envolve o valor de R$ 119,2 milhões.
A Polícia Federal investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro. A suspeita é que Valdemar, mesmo sem exercer mandato parlamentar, controlava e destinava verbas de emendas do orçamento para municípios. A medida cautelar foi decretada para garantir o ressarcimento dos cofres públicos.
Todos os citados negam as acusações.