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PÓS-PANDEMIA, PÓS-ELEIÇÃO, PÓS-TUDO - CL Web Rádio

PÓS-PANDEMIA, PÓS-ELEIÇÃO, PÓS-TUDO

Por Wendell Setubal/
Imagem: Reprodução/

DURANTE o auge da pandemia, nas entrevistas, perguntavam às pessoas como estariam, e talvez o mundo, depois do vírus. Em geral, as respostas eram ingênuas, o chamado senso comum: as pessoas ficariam boas, ajudariam mais uns aos outros, o mundo seria melhor.

NA realidade, ninguém mudou de opinião; a direita quer cortar salários e diminuir gastos do Estado nas áreas de Saúde e Educação; a esquerda quer taxar as grandes fortunas. A globalização e a crise do neoliberalismo fortalecerão o autoritarismo populista, como no caso de Bolsonaro, no Brasil. Para compensar, a burguesia concordaria com uma proposta de renda mínima, do tipo que Eduardo Suplicy defende, desde que o governo honre o pagamento dos títulos da dívida pública.

AS propostas de Lula para a economia ainda não foram divulgadas, por uma tática eleitoral: impedir que a ampla frente de partidos que o apoia rache. Há setores que lançaram o nome de Geraldo Alkmin para ministro da Fazenda, mero balão de ensaio.

O DILEMA é claro: o país tem de crescer e absorver mão de obra, que está desempregada ou na informalidade. Essa mão de obra é fruto de um enorme êxodo rural, que começa no pós-guerra e vai até os anos 1970. Maior só o que sofreu a China.

ESSA massa que chega às cidades tem carências materiais que pedem grandes obras de infraestrutura, como água, esgoto, gás, telecomunicações.

ALÉM das carências materiais, esses imigrantes têm carências espirituais. Sou materialista, mas respeito os que precisam. A Igreja católica não apareceu, e os pastores evangélicos perceberam.

EM 10 anos, os evangélicos encostarão ou irão ultrapassar o número de católicos, o que já acontece aqui, em São Gonçalo. O povo evangélico é conservador nos costumes, mas a ideologia do empreendedorismo leva-o à ação. E é nesta ação que pode tomar consciência de que o pequeno “empresário” depende dos grandes monopólios. Aí, e em outros aspectos, como carências no bairro, está um território em que pode dialogar com a esquerda falando a mesma “língua”. A esquerda quer isso ou depois de outubro já começará a pensar na próxima eleição? Jesus X Marx? Não. Jesus E Marx. Pense nisso.

*Wendell Setubal – Revisor de texto com Pós-Graduação pela PUC-MG. Publicado originalmente na página Fato e Ideias no Facebook.

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